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É difícil encontrar alguém que não sofreu com dores musculares pelo menos uma vez na vida. Também chamada de mialgia, acomete qualquer parte do corpo devido à tensão nos músculos. As causas mais comuns são os esforços excessivos, provocados por sobrecarga além da capacidade usual do indivíduo, sejam em atividades profissionais, treinos esportivos ou não, alterações posturais ou até estresse.

 

"Tais ocorrências dolorosas também podem ser resultado de traumatismo repetitivo ou processos inflamatórios".

 

Vale lembrar que a dor é um mecanismo de autoproteção do corpo, uma espécie de alerta para a possibilidade de surgirem lesões. Diante de estímulos químicos, térmicos ou mecânicos, as terminações nervosas "avisam" ao organismo que há o risco de o músculo ser danificado.

 

Dores mais comuns

 

De todas as dores que afetam o ser humano ao longo de sua existência, as musculares, ou miofasciais, são as mais comuns. "Elas podem ser agudas ou crônicas: no primeiro caso, surgem depois de um esforço físico exagerado, e se manifestam durante um período específico de tempo; no segundo, são persistentes.

 

Está claro, então, que há diferentes tipos de dores musculares. Há aquelas que ocorrem de forma difusa e bilateralmente, associadas ao reinício de atividades físicas ou à mudança para mais carga ou intensidade da atividade profissional; as causadas por lesões agudas, como estiramentos e distensões; e as provocadas por doenças reumáticas como a fibromialgia.

 

Membros inferiores

 

Quando ligada à atividade física, há muitas particularidades em relação à dor muscular. Os membros inferiores, por exemplo, são os mais atingidos. "Cerca de 90% das lesões esportivas acontecem em quadris, coxas, joelhos, pernas, tornozelos e pés".

 

Exercícios vigorosos em não praticantes de ginástica é um fenômeno muito comum. "O desconforto será pior durante a contração muscular ativa e no alongamento passivo. Geralmente, se inicia algumas horas após o término da atividade e tem seu pico de intensidade em 24 ou 48 horas.

 

É bom ficar atento a dores musculares persistentes, pois podem revelar a presença de problemas mais sérios. "Se o desconforto é provocado por exagero nos exercícios ou má postura, por exemplo, os grupos musculares sofrerão logo na sequência, com regressão da dor entre 48 e 72 horas. 

Sintomas que merecem atenção:

 

Dor no peito, que irradia para o braço, indicando algum problema cardiológico; dor nas costas, acompanhada de irradiação, formigamento e diminuição de força motora nos membros inferiores, que precisa ser avaliada para descartar a possibilidade de hérnia de disco; dor no corpo todo, associada a desânimo e falta de energia, provavelmente decorrente de depressão e fibromialgia.

 

Ficar atento também a distúrbios hormonais, como hiper e hipotireoidismo, que promovem dores musculares e estão geralmente ligados a sinais como aumento ou diminuição da sensação de calor ou frio; disfunções hidroeletrolíticas, como hiper ou hipocalemia (alteração de controle de potássio no sangue), apresentando aumento de incidência de dores musculares e câimbras; fadiga crônica, fibromialgia, infecções virais e bacterianas, gripes e lúpus, que desandam dores musculares; e, finalmente, as estatinas, medicamentos prescritos para tratamento de colesterol alto, igualmente provocadores do problema.

 

Lembretes

 

Outro fator importante a considerar é que as dores musculares também surgem por movimentos repetitivos. Basta lembrar dos digitadores que, sofrem com desconforto nos músculos dos antebraços.

 

"O ideal é evitar movimentos repetitivos por períodos superiores a uma hora. É essencial que, após este intervalo, a pessoa pare e faça uma pausa regular, aproveitando para relaxar e alongar a parte que está sendo exigida".

"Jamais devemos exceder a capacidade de uma das inúmeras estruturas musculares que temos. Tal esforço pode levar à intolerância local, com dores e lesões".

 

Mas não pense que é possível tratar o problema de forma "caseira", sem recorrer ao especialista ou ir ao médico. Até o uso de pomadas e relaxantes locais pode ser prescrito por um médico. "Não dá para ingerir nenhum medicamento por conta própria. A automedicação não vale nem para a aplicação de gelo ou água quente".

 

O correto é, a qualquer suspeita de lesão, procurar ajuda especializada. "Só assim é possível avaliar a extensão e intensidade do distúrbio para tratá-los adequadamente, pois muitos, ao perceberem sintomas de dores musculares, procuram se automedicar com relaxantes musculares ou analgésicos, que acabam mascarando possíveis maiores consequências futuras”.

 

 

Fujio Sakaguchi

Especialista em Terapias Manuais, Reflexologia Corporal, Síndrome da Dor Miofascial, Dores Musculoesqueléticos, Mobilização Neural, Dry Needling e Quiropraxia .

CTN 02302 - SINATEN